Como ajudar o seu filho/a na escolha da carreira?
Como ajudar o seu filho na escolha de uma carreira

Como ajudar o seu filho/a na escolha da carreira?

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Orientar o seu filho/a na escolha da carreira pode ser um momento desafiante para si, enquanto pai/mãe, e claro para o/a seu/sua filho/a. Por vezes, na tentativa de se ajudar, acaba-se sem querer por colocar ainda mais pressão no/a jovem para a tomada de decisão.

A Bioplus enumera aqui algumas orientações que o podem guiar, a atravessar este período de forma construtiva e mais tranquila, tanto para si como para o seu educando:

Conversar, procure falar com o/a seu/sua filho/a sobre os seus objetivos e desejos que tem para a vida no presente momento e no futuro. Tente recordar-se do momento em que era adolescente, e o que gostaria de ter ouvido na altura. Procure apoiar o/a seu/sua filho/a, em vez de tomar uma decisão por ele. Tente não projetar os seus desejos/sonhos sobre os dele;

Escutar os seus desejos, interesses, medos, inseguranças, etc. Aqui é muito importante ter uma escuta ativa, isto é, guiar o pensamento do/a jovem, colocando questões para entender como eles se sentem, fazendo-os refletir, sem impor as opiniões que tem. A validação dos seus desejos e a forma como se sentem é indispensável para o bom desenvolvimento emocional (autoestima e autoconfiança).

Encorajar a pesquisa pelo percurso académico e funções das profissões, (tanto as que já são do interesse do/a jovem, como outras). A plataforma portuguesa “Design the Future” poderá ser muito útil neste sentido. Dê exemplos práticos das profissões do vosso círculo social, ou dos pais dos seus colegas. Incentive-o a participar em visitas de estudo que o tecido empresarial promove para dar a conhecer as suas áreas de atuação. Tente perceber o que o/a seu/sua filho/a está a achar dessas descobertas. Alerte o/a seu/sua filho/a que na escolha da carreira não deve ter apenas o prestígio como fator decisivo. Apesar de poder ser importante para ele/ela, existem outros valores importantes como a satisfação com o que se faz, obtendo assim realização pessoal e profissional;

Apoiar o/a seu/sua filho/a neste momento e no futuro. Ele já sente muita pressão em escolher “um rumo para o resto da vida”. Sabe-se hoje, que no mundo laboral atual, onde cada vez mais emergem novas profissões e outras se extinguem, é menos usual a pessoa escolher determinada profissão e que essa seja “para sempre”. Alivie, desta forma, um pouco deste pensamento determinista. Há a probabilidade de pelo caminho o/a jovem querer mudar de rumo, e aqui também é fundamental o seu apoio para tranquiliza-lo/a. Explique-lhe que não há apenas um caminho, e não existe uma decisão irreversível num futuro profissional;

Clarifique que, no ensino superior, a escolha do curso é apenas uma base teórica, posteriormente terá a experiência profissional (estágios) e diversas ofertas de especializações e pós-graduações que permitem a escolha de um ramo de trabalho. Por exemplo, um jovem que terminou a licenciatura em Gestão pode fazer uma pós-graduação em Gestão Desportiva, ou um licenciado em Direito pode seguir o ramo da Política, e não o ramo da Advocacia. Tranquilizá-lo/a sobre o facto de não existirem decisões definitivas e que a qualquer momento é possível adaptar o seu percurso profissional;

Informe-se relativamente ao plano curricular do curso no site da instituição de ensino. É um bom recurso para o jovem conhecer o currículo do curso e ponderar se gosta ou não das matérias lecionadas em determinado curso. Para além, de descobrir outras informações relevantes como as saídas profissionais.

Visite as instituições escolares com o/a seu/sua filho/a, para entender o ambiente vivido. Por vezes, alguns jovens desistem do curso, não por não gostarem do mesmo, mas por não se adaptarem ao espírito da vida académica, aos colegas, entre outros fatores externos.

Proporcionar/estimular o desenvolvimento vocacional. Desde a infância é essencial para um bom desenvolvimento pessoal, social e profissional, ir-se usufruindo de diversas experiências (desportivas, culturais, sociais), tentando perceber nas quais se sente bem e nas quais não se sente. Tente não menosprezar as atividades desportivas em detrimento de por exemplo aprender uma língua estrangeira, por pensar que a segunda será muito mais valiosa num futuro profissional. Todas elas são importantes desde que promovam o desenvolvimento vocacional e bem-estar do/a jovem. As atividades extracurriculares são muito importantes para descobrir não só os interesses, como as aptidões do/a seu/sua filho/a. O seu educando ao conhecer os seus interesses e aptidões estará melhor preparado para tomar decisões assertivas.

Dica: Sugira ao jovem para realizar este Teste Online para verificar se está a criar as melhores oportunidades para a descoberta vocacional.

Fomentar a responsabilidade, autonomia e independência do/a jovem. Poderá promover estas características confiando-lhe algumas tarefas em casa ou em prol da família. Dar uma mesada para o jovem gerir “as suas coisas” (como almoçar com os amigos, ir ao cinema, comprar algo que deseja, etc.), movimentar-se autonomamente (ex.: transportes públicos), fazer compras para a casa, são também alguns exemplos práticos. Todas estas tarefas são importantes para potenciar o sentido de responsabilidade, autonomia e independência, características estas, muito apreciadas pelas empresas;

Ter paciência. Cada jovem sente esta fase de forma díspar, com dificuldades diversas e com o seu próprio ritmo de amadurecimento.

Caso o/a seu/sua filho/a continue com alguma dificuldade na escolha da carreira, procure um profissional qualificado, que oriente no processo da tomada de decisão. Poderá procura-lo junto do/a Psicólogo/a na escola ou contacte a equipa da Bioplus.