O futuro é dos robôs?

O futuro é dos robôs?

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No futuro muitas das vagas de emprego vão deixar de ser ocupadas pelo ser humano para serem preenchidas por robôs.

Tal como já começa a acontecer, as inteligências artificiais vão substituir-nos em determinados cargos e/ou funções. Estas inteligências são programadas para realizar tarefas específicas e seguir caminhos previamente determinados, assim sendo existem vários trabalhos que poderão facilmente ser reproduzidos por elas.

Contudo, estes sistemas ainda não conseguirão competir com determinadas características ditas humanas tais como: nivel emocional, de pensamento crítico e tomada de decisões perante imprevistos. Ainda que neste último campo possam estar programados para perante determinada situação seguir determinado caminho, este será sempre automático e não refletido, como tal, um robô não poderá ser responsabilizado por erros cometidos.

Devemos ficar assustados? Não, mas temos que repensar muitas coisas e agir.

O uso de robôs ou softwares “inteligentes” a suplantar o ser humano só acontecerá se a escola persistir em continuar com o seu modelo tradicional de ensino, ou seja, continuar a dar prioridade à disciplina, à memorização da informação e não abrir espaço para perguntas fora da matéria desse dia, por exemplo.

As lacunas deste sistema de ensino levam ainda à falta de autonomia e auto-controlo, uma vez que as aprendizagens, tarefas e horários estão previamente estipulados. Assim, as competências de um profissional que teve ou tem como base estas metodologias assemelham-se em muito com as que os robôs são capazes de reproduzir.

Qual será então o melhor caminho para desenvolver estas competências no ser humano e fazer com que as crianças de hoje possam ser os profissionais do amanhã? Como fazê-las destacarem-se perante um sistema inteligente?

A forma mais viável é repensar o modelo de ensino e começar a desenvolver, na escola, habilidades com as quais os robôs não poderão competir. Pensar que características são essas e quais serão as mais valorizadas no mercado de trabalho.

O ideal é um modelo que promova a curiosidade, a iniciativa, a criatividade, a partilha, a comunicação e reponsabilidade coletiva e sobretudo que permita a autenticidade de cada individuo pois todos nós temos interesses e características diferentes que nos movem e nos permitem destaque em determinadas áreas.

Na descoberta e desenvolvimento destas competências, a curiosidade tem um papel crucial pois é ela que alimenta a vontade de aprender mais, servindo de base para o sucesso do desenvolvimento e aprendizagem de cada aluno.

Prevendo estas mudanças, na Sala do Futuro estamos a desenvolver uma metodologia de ensino assente no estimulo da curiosidade, sendo um dos objetivos a preparação dos estudantes para as profissões que estão aí a chegar.

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